Doença da Carótida

INSUFICIÊNCIA VASCULAR CEREBRAL EXTRA CRANIANA OU DOENÇA NA ARTÉRIA CARÓTIDA, O QUE É?

A DOENÇA NA ARTÉRIA CARÓTIDA, também chamada de doença cérebro-vascular, isquemia cerebral ou AVC (acidente vascular cerebral), é também conhecido como o derrame cerebral. Certamente conheçemos ou sabemos de alguém, próximo ou não da família que já teve esta doença.

Ocorre em função da presença de placas de ateroma, ou seja, de placas de gordura na artéria carótida, que vai causando estreitamento progressivo dentro desta artéria, hemorragias na placa de gordura, e a embolia ( desprendimento ) de trombos ou partículas de placa de gordura, que “viajam” da carótida até as artérias dentro do cérebro.

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São responsáveis por 30 a 40% dos AVCs Isquêmicos ( aqueles causados pela falta de sangue em determinada área do cérebro).

 

CAUSAS:

Níveis elevados de colesterol, triglicérides, diabetes, tabagismo, hipertensão arterial, hereditariedade, estresse e vida sedentária.

 

SINTOMAS:

Formigamento na face, tonturas, perda da visão por alguns segundos (com recuperação ou não da visão), dificuldade para falar, ligeiro cansaço e até paralisia motora.

 

DIAGNÓSTICO:

Exame físico vascular, ultra-som doppler e se necessário: angiotomografia, angioressonância magnética ou arteriografia cerebral (exame guiado por catéter em que é realizado um pequeno furo na virilha sob anestesia local).

 

EVOLUÇÃO:

Se nada for feito, o risco de AVC (de acordo com os principais estudos realizados no mundo) em estenoses (entupimentos) de carótidas acima de 60% é:

– 1º ano: risco de 5 a 8%

Depois do primeiro sintoma:

– Após um ano: Risco de AVC 15%
– Após 5 anos: Risco de AVC 40%

 

EXISTE UM NÍTIDO AUMENTO DO RISCO DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL QUANTO MAIOR FOREM AS ESTENOSOES ( ENTUPIMENTOS )!

 

TRATAMENTO:

Clínico, através do controle dos fatores de risco, mudança dos hábitos alimentares, hábitos de vida e medicamentos (Best Medical Therapy – BMT) em lesões menores que 60% sem sintomas, idem em pacientes acima de 80 anos de idade e em pacientes assintomáticos.

Cirúrgico aberto ou por procedimento endovascular através da angioplastia + stent em lesões acima de 70%; Também em pacientes com sintomas e naqueles que apresentarem derrames cerebrais transitórios e reversíveis.

Cirúrgico aberto ou procedimento endovascular através da angioplastia + stent em placas ulceradas ou que estejam apresentando microembolias.

Nossa equipe possui experiência em ambas as técnicas, deixando a cargo do paciente, juntamente com o médico, a decisão sobre a melhor técnica a ser utilizada em cada caso.

A cirurgia aberta, chamada de endarterectomia, consiste na retirada das placas do interior da artéria seguida da costura da artéria e restauração de fluxo em seu interior.

 

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A técnica endovascular, que consiste na realização de angioplastia da carótida, é minimamente invasiva e se caracteriza pela introdução de delicados balões e stents, utilizadas para desobstruir as artérias carótidas, sem a realização de cortes.

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